Assistir ‘Voltron’ é como reviver uma manhã de sábado!

Assistir “Voltron – O Guardião Lendário” é como revisitar a sua infância, principalmente para os nascidos nas décadas de 80 e 90 que cresceram assistindo tokusatsus, Super Sentai, Power Rangers e animes. “Voltron” nunca foi tão conhecido no Brasil por ter sua série original licenciada apenas para VHS (A geração mais nova nem sabe o que essas 3 letras significam), mas sua premissa é bem conhecida aqui nas terras tupiniquins: Cinco animais robóticos se juntam e formam um robô gigantesco que luta com monstros e outros robôs.

A franquia começou em 1986 e deu seu último suspiro em 2011, com uma série que não foi para a frente. Agora o show ganhou uma nova animação produzida pela Netflix e Dreamworks que conta com 13 episódios de 20 minutos e foi feita sob os cuidados de Joaquim dos Santos e Lauren Montgomery. Eu confesso que nunca tinha dado muita atenção para essa franquia, mas depois de maratonar todos os capítulos dessa nova série, “Voltron” ganhou mais um fã.

O que mais chama atenção nesse reboot é o senso de continuidade entre os episódios. A maioria dos desenhos animados, e mesmo séries live action, acabam caindo no formato preguiçoso de caso-da-semana, onde a cada capítulo vemos uma história isolada que não contribui para um arco maior. Esse não é o caso de “Voltron – O Guardião Lendário”, onde pode-se perceber claramente o esforço em se manter uma trama única em todos os episódios sem dar espaço para capítulos desnecessários. É como se fosse um filme de 4h30 de duração.

Os cinco personagens que compõe o grupo de pilotos do Voltron são todos muito carismáticos e tem personalidades bem definidas e distintas, o que dá para cada um uma identidade diferente e não deixa que a série se torne genérica. A interação entre eles também é muito interessante pelo fato de ser bem orgânica, não parecendo forçada no decorrer da série. O grupo é bem desfuncional, mas consegue trabalhar em equipe quando é necessário, o que dá uma dinâmica bem divertida para a animação. A série também dá bastante importância para os personagens coadjuvantes, Princesa Allura e Coran, que servem de mentores para os cinco novos paladinos e as vezes como alívios cômicos.

A parte técnica da série é extremamente bem feita, tento um traço que mistura animação clássica com elementos tridimensionais que se encaixam perfeitamente e são excelentes para criar cenas de ação grandiosas. Esse reboot, embora dê toda uma cara nova para a franquia, se mantém bem fiel à estética clássica da animação oitentista. A trilha sonora também é muito bem trabalhada e, em certos momentos, também presta homenagem ao material original.

“Voltron – O Defensor Lendário” é uma ótima pedida para os saudosistas que cresceram vendo esse tipo de programa e também para os amantes de animações em geral. Em meio a tantas produções do gênero sendo feitas de forma preguiçosa e sem preocupação com o roteiro e continuidade, “Voltron” nos mostra que desenhos animados bons ainda existem.

Nota: 8,0


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