‘Aquaman #2’ mostra que toda história tem dois lados!

Aquaman #2” se revela muito diferente da edição anterior e deixa bem claro que todas as histórias tem dois lados.

Dan Abnett, roteirista do título, começa a edição explanando o motivo do ódio de Arraia Negra por Aquaman, recontando a origem do vilão nos Novos 52 de uma forma rápida e bem feita. Esse pequeno prelúdio não serve apenas para situar os novos leitores que foram atraídos pelo relaunch da DC Comics, papel que cumpre muito bem, mas também tem a importância de dar um peso muito maior para o vilão dentro dessa própria edição e fazer com que o leitor veja que os personagens tem tons de cinza em suas histórias, não se limitando a ficarem presos a uma estética branca e preta. Essa ideia é extremamente interessante para que os vilões e heróis do título tenham mais camadas do que podemos inferir com uma análise superficial. O único defeito que pode-se ressaltar é que nessa edição o Arraia Negra tem muito mais destaque que Aquaman e em certo ponto quase acabamos torcendo para o vilão cumpra sua vingança. Esperemos que isso não tenha sido um deslize do roteirista e faça sentido no restante do arco.

A revista continua diretamente de onde a ultima edição parou, com o ataque de Arraia Negra ao Spindrift, e se foca totalmente na luta entre o vilão e Aquaman, tornando a história bem dinâmica e rápida de se ler. Embora esse capítulo não traga grandes revelações sobre o futuro do título, somos presenteados com um ótimo diálogo sobre os ciclos de violência que se repetem tanto no universo ficcional da história em quadrinho quanto no nosso próprio mundo. Enquanto uma das partes envolvidas no conflito não desistir, o ciclo continua acontecendo. O encerramento do conflito entre Arraia e Aquaman leva a entender que o ciclo entre eles ainda não foi quebrado, mas entrará em um armistício por um tempo.

Mesmo o vilão não tendo completado o seu plano de matar Arthur Curry, todo o estrago que ele causou na embaixada atlante vai dificultar ainda mais o relacionamento entre o povo do fundo do oceano e a população da superfície. Se explorarem bem as repercussões políticas que a destruição do Spindrift pode causar, as próximas edições serão bem interessantes.

A arte de Scot Eaton continua muito consistente e limpa, se encaixando perfeitamente com as cenas de ação que Abnett escreve. As cores de Wayne Faucher também acrescentam muito valor para o título, deixando tudo muito vivo e destacando bem o que é de Atlantes e o que é da superfície. A paleta escolhida para retratar o flashback inicial também deve ser lembrada, pois além de diferenciar dois períodos temporais diferentes, também retrata o modo como Arthur Curry era antes, imaturo e raivoso, e contrasta com o que ele é agora, responsável e poderoso.

“Aquaman #2” é uma história mais densa do que as demais sob o título do “Rebirth”, mas nos apresenta uma ótima trama e personagens muito bem construídos.


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