Mais mistério e terror em ‘Outcast’ [Crítica – S01E02]

(I Remember) When She Loved Me“, segundo episódio de “Outcast“, mostra que a série tem uma história bem maior do que aquela mostrada no piloto e que não se prendará ao modelo de caso-da-semana. Esse molde de a cada episódio retratar uma ameaça e o combate da mesma já ficou ultrapassado e batido, ver uma série seguindo um rumo narrativo diferente, com um arco maior, é uma grata surpresa, ainda mais agora que a maioria dos shows estão em seus respectivos hiatos.

Como já foi mencionado no post do primeiro episódio, “Outcast” é uma série criada por Robert Kirkman, criador de “The Walking Dead“, que gira em torno de Kyle Barnes (Patrick Fugit), um homem que foi atormentado por uma possessão demoníaca quando era criança e agora adulto tem que voltar a enfrentar esses enviados do Capiroto. Como o piloto da série mostrou um caso fechado, se especulou se se esse modelo de episódios seria seguido pelo resto da temporada, mas esse novo capítulo mostrou que a série tem uma história bem mais trabalhada e se focará em uma trama central. Vemos diversos elementos novos que constroem um intrigante mistério em volta de Kyle e da cidade em que ele vive. Algo muito maior está acontecendo em um plano que os humanos não conseguem enxergar.

O episódio se foca totalmente no protagonista e trata de desenvolve-lo bem mais do que no primeiro capítulo. Vemos mais sobre sua infância conturbada com sua mãe e como isso afeta a sua vida adulta, o personagem ainda não conseguiu superar seus traumas e ainda é assombrado pelo seu passado. Depois de tudo aquilo, quem não seria? O episódio também dá mais espaço para a irmã de Kyle, a sua ex-esposa e sua filha. Essas três personagens tem participações curtas, mas dão mais peso para a história como um todo e para o background do protagonista. Nós entendemos o porque de Kyle ser tão recluso e explosivo, e não o culpamos pelos seus atos.

A série também adiciona elementos que deixam o espectador extremamente curioso para ver o que virá a seguir, os guaxinins mortos, a cabana na floresta com as marcas nas paredes e o homem de chapéu dão um toque interessante na série e deixam aquele ar de mistério e conspiração no ar. Porque Kyle é chamado de outcast (em português: exilado, banido, desamparado)? Como foi a luta de sua mãe pela sua alma? Esses são alguns do elementos que fazem o espectador ficar ansioso pelo próximo episodio do show.

Alguns podem considerar a fotografia da série genérica, mas ela parece ser feita assim propositalmente para deixar o clima do seriado pesado e opressivo, tudo é em tons de cinza e sem muita cor, algumas cenas até parecem ser em preto e branco. As atuações não se destacam e não deixam a desejar.

No geral, esse episódio aprofunda a trama e mostra que a série tem bastante potencial, desde que a história seja retratada em um arco maior e não em episódios com casos isolados.


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